A região apresenta a maior população do estado (aproximadamente 2 milhões de habitantes), a maior densidade demográfica, e os melhores índices de infra-estrutura econômica e social. O Produto Interno Bruto (PIB) da região está concentrado nos setores de comércio e serviço (53,3%) e indústria (31,5%). A agricultura é insignificante na região. As áreas de saneamento básico (rede de água e principalmente de esgoto), habitação, segurança e rede de transportes são as mais deficitárias.
Características:
• População Absoluta (IBGE – 2006): 2.086.906 hab
• Densidade Demográfica (IBGE – 2006): 1.147,11 hab/km².
• Produto Interno Bruto - PIB (SEFA/2004): R$ 10.158.571 mil
• Índice de Desenvolvimento Humano - IDH: 0,80
• PIB per capita 2004: R$ 5.068,37
• Valor Adicionado do Setor agropecuário (SEFA 2004): 0,46 %
• Valor Adicionado do Setor Industrial (SEFA 2004): 37,38 %
• Valor Adicionado do Setor Terciário (SEFA 2004): 62,16 %
• Consumo de Energia Elétrica (2006): 47% do total do estado
• Atendimento Água (2000): 63% dos domicílios atendidos.
Histórico de ocupação e Situação Atual: É uma região de ocupação antiga, nela está situada Belém, a capital do estado, fundada em 1616 como marco inicial da colonização portuguesa na Amazônia. Baseado nos dados do IBGE pode-se afirmar que esta é a Região de Integração que apresenta a maior população absoluta do estado com os seus, aproximadamente, dois milhões de habitantes e a maior densidade demográfica (1.147,11 hab/ km²), o que representa uma grande concentração de pessoas dentro de uma área muito reduzida. Com a concentração de pessoas observa-se também uma concentração de problemas relacionados à precariedade do saneamento básico (rede de água e principalmente de esgoto), no sistema habitacional, na segurança e rede de transportes, apesar disso é a região com os melhores índices de infra-estrutura econômica e social comparativamente falando. De acordo com dados da SEFA (2004), o Produto Interno Bruto (PIB) da região está concentrado nos setores de comércio e serviço (53,3%), destacando-se ainda a participação do setor industrial (31,5%), já o setor agrícola tem uma participação muito reduzida. Apesar da grande proximidade física dos municípios, podemos observar grandes diferenças econômicas e de infra-estrutura entre eles. As cidades de Belém, Ananindeua e Marituba já foram conurbadas, formando praticamente um único aglomerado urbano. O município de Benevides está numa fase intermediária, com cerca de 60% de sua população em zona urbana; enquanto que Santa Bárbara ainda tem sua população predominantemente na zona rural (64,76%). Pode ser considerada a região mais dinâmica do estado. É crescente o surgimento de pequenas indústrias e a atividade artesanal é expressiva. É nesta RI que está localizado o maior centro consumidor do estado. É marcada por altos níveis trabalho informal, configurando-se como um pólo de atratividade para migrantes pobres. Atualmente está sendo dinamizada pela realização do turismo de negócios e pela presença de pequena horticultura e avicultura. Funciona como um Centro Universitário no Estado.
2. REGIÃO DE INTEGRAÇÃO DO RIO GUAMÁ
Castanhal;
Colares;
Curuçá;
Igarapé Açu;
Inhangapi;
Magalhães Barata;
Maracanã;
Marapanim;
Santa Isabel do Pará;
Santa Maria do Pará;
Santo Antônio do Tauá;
São Caetano de Odivelas;
São Domingos do Capim;
São Francisco do Pará;
São João da Ponta;
São Miguel do Guamá;
Terra Alta;
Vigia.
A região apresenta uma densa rede rodoviária que se integra à BR-316, é eixo de ligação de Belém com outros estados do Nordeste. De colonização antiga, originária da ferrovia Belém-Bragança, foi uma das regiões dinâmicas do estado, mas hoje passa por um período de estagnação. O Guamá tem o maior oitavo PIB entre as regiões do estado. A maior contribuição é do setor terciário, o qual participa com 56% para o PIB total da região. É uma região que necessita de políticas públicas voltadas para sua dinamização econômica, através do incentivo da verticalização da produção agrícola e de transformação de sua base produtiva.
Características Gerais: • População Absoluta (IBGE, 2006): 573.472 hab.
• Densidade Demográfica (IBGE, 2006): 47,27 hab/Km²
• Produto Interno Bruto - PIB (SEFA, 2004): R$ 1.376.478,67 mil (rever)
• Índice de Desenvolvimento Humano – IDH (IBGE/DATASUS): 0,70
• PIB per capita (SEFA, 2004): R$ 2.482,63
• Valor Adicionado - Setor Agropecuário (SEFA, 2004): 22,18 %.
• Valor Adicionado - Setor Industrial (SEFA, 2004): 20,69 %
• Valor Adicionado - Setor Terciário (SEFA, 2004): 57,14 %
• Consumo Energia Elétrica (REDE CELPA, 2006): 7 % do total do Estado
• Abastecimento de Água (2000): 48 % do total de domicílios.
Histórico de ocupação e situação atual: É uma região de ocupação antiga, marcada pela presença de cidades e municípios que surgiram ainda no período colonial, como por exemplo, a cidade de Vigia que foi fundada em 1639. Nesta região também existem cidades e municípios que surgiram em períodos relativamente mais recentes: o município Castanhal, por exemplo, surgiu como vila em 1899, mas se tornou município somente em 1932; Santa Isabel do Pará tem sua origem ligada a um núcleo de colonização ali instalado em 1883, mas se transformou em município apenas em 1931. Em função do longo processo histórico de ocupação, em comparação com outras regiões do estado, a Região do Guamá é uma região que apresenta uma boa infra-estrutura de circulação, representada por uma rede rodoviária mais densa que em outras regiões, cujo eixo principal é a rodovia BR-316, conhecida como Rodovia Pará-Maranhão. Antes da rodovia, a ocupação da RI do Guamá teve inicio através da Bacia Hidrográfica do Rio Guamá e outras bacias menores que funcionaram como via natural de penetração e colonização. A cidade de São Miguel do Guamá, por exemplo, localizada na margem do Rio Guamá surgiu como distrito em 1758 e foi reconhecida como cidade somente em 1891, tornando-se sede municipal somente em 1911. No final do século XIX, em 1883, com a economia da borracha, iniciou-se a construção da Estrada de Ferro Belém-Bragança para ligar Belém com a cidade de Bragança e outras áreas voltadas para o seu abastecimento, mas ela só foi inaugurada em 1908, 25 anos depois do início de suas obras. Esta ferrovia cortava a RI do Guamá e em torno dela novos núcleos populacionais foram estruturados, como Igarapé-Açu que foi elevado à categoria de município em 1906. No inicio do século XX essa região foi uma das mais dinâmicas do estado, no entanto, com o fim da economia da borracha sofreu um longo período de estagnação econômica. A construção da Rodovia BR 316 e da BR 010 (Belém-Brasília) que se interliga a essa a altura da cidade de Santa Maria do Pará deram um novo dinamismo a essa região, vários municípios se desenvolveram tanto em termos populacionais, como econômicos, como é o caso dos municípios de Castanhal, Santa Isabel e Capanema. Hoje, de acordo com os dados da SEFA, a Região de Integração do Guamá tem o oitavo PIB do estado, onde se destaca a contribuição do setor terciário que participa com 56% do PIB total da região. É uma região que necessita de políticas públicas voltadas para sua dinamização econômica, através do incentivo à verticalização da produção agrícola e à transformação de sua base produtiva. Tem como principais potencialidades os seguintes setores: a pesca artesanal; a fruticultura do abacaxi, banana, cupuaçu, laranja, mamão e maracujá; as culturas da mandioca, fibras e feijão caupi; o turismo; a produção de leite e derivados; o chamado cultivo florestal; o setor oleiro e a industria cerâmica.
3. CAETÉS
Augusto Corrêa;
Bonito;
Bragança;
Cachoeiras do Piriá;
Capanema;
Nova Timboteua;
Peixe Boi;
Primavera;
Quatipuru;
Salinópolis;
Santa Luzia do Pará;
Santarém Novo;
São João de Pirabas;
Tracuateua;
Viseu.
A região abrange parte das antigas regiões Bragantina e Salgado. Sua história é semelhante à região do Guamá. Teve o seu processo de colonização iniciado com a construção da estrada de ferro. Assim como o Guamá, a região de Caetés já foi uma das mais dinâmicas do estado, mas hoje passa por uma fase de estagnação. Considerando o seu PIB, a região está na décima primeira colocação. Sua participação no valor adicionado do estado, no ano de 2004, foi insignificante, apenas 2,72%. A região necessita de políticas públicas de incentivo à atividade econômica.
Características Gerais: • População Absoluta (IBGE, 2006): 443.402 hab.
• Densidade Demográfica (IBGE, 2006): 26,74 hab/km²
• Produto Interno Bruto - PIB (SEFA, 2004): R$ 888.013 mil
• Índice de Desenvolvimento Humano - IDH: 0,65
• PIB per capita (SEFA, 2004): R$ 2.061,86
• Valor Adicionado (%) - Setor Agropecuário (SEFA, 2004): 23,97 %
• Valor Adicionado (%) – Setor Indústrial (SEFA, 2004): 16,77 %
• Valor Adicionado (%) – Setor Terciário (SEFA, 2004): 59,26 %
• Consumo de Energia Elétrica (REDE, 2006): 4% do total do estado.
• Atendimento Água (2000): 33% dos domicílios.
Histórico e Situação Atual: A região é formada por municípios que fazem parte de duas microrregiões do IBGE: Bragantina e Salgado. Seu histórico de ocupação é semelhante ao da Região de Integração do Guamá. Algumas cidades e municípios são anteriores a construção da Estrada de Ferro Belém-Bragança, cuja construção iniciou em 1883 e teve seu termino em 1906. A cidade de Bragança, por exemplo, tem sua origem na Vila Souza do Caeté, fundada em 1633. No entanto, sem dúvida, a construção da Estrada de Ferro Belém-Bragança intensificou o processo de ocupação e colonização desse espaço regional. Assim como a Região de Integração do Guamá, a RI do Rio Caeté já foi uma das mais dinâmicas do estado, mas hoje passa por uma fase de estagnação. Considerando o seu PIB, a região está na décima primeira colocação. Sua participação no total de Valor Adicionado a produção no estado, no ano de 2004, foi de apenas 2,72%. A região necessita de políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento de suas atividades econômicas. Hoje, suas principais atividades econômicas são a agricultura, a pecuária e a pesca; no entanto essas atividades são realizadas baseadas em pouca tecnologia e agregação de valor. Como potencialidades para a RI destacam-se o turismo com o aproveitamento do litoral atlântico (turismo de sol e mar) e o turismo de aventura; a pesca empresarial e artesanal; a produção agrícola e pecuária realizada com base em cooperativas, principalmente dos seguintes produtos: mandioca, feijão caupi e fibras vegetais (malva). Destaca-se potencialmente ainda a aqüicultura e a indústria extrativa mineral com a extração do calcário.
4. CAPIM
Abel Figueiredo;
Aurora do Pará;
Bujaru;
Capitão Poço;
Concórdia do Pará;
Dom Eliseu;
Garrafão do Norte;
Ipixuna do Pará;
Irituia;
Mãe do Rio;
Nova Esperança do Piriá;
Ourém;
Paragominas;
Rondon do Pará;
Tomé-Açu;
Ulianópolis.
A região é a quinta em população (aproximadamente 565 mil habitantes) e a sétima em densidade populacional (8,66 hab/km²), mas é certamente uma das mais dinâmicas no momento atual, principalmente pelo município de Paragominas, onde é intensa a atividade pecuária, agrícola e mineral. O PIB da região classifica-se no sétimo lugar. O valor adicionado, no ano de 2004, teve participação maior da agricultura com 49%, seguida do terciário com 35% e da indústria com 16%. Os indicadores sociais da região ainda estão muito baixos. Considerando o seu IDH a região situa-se em décimo lugar entre as demais. Dessa maneira, a região necessita de políticas voltadas principalmente para as áreas da educação e saneamento básico.
Características Gerais:
• População Absoluta (IBGE, 2006): 562.160 hab.
• Densidade Demográfica (IBGE, 2006): 9,05 hab/km²
• Produto Interno Bruto - PIB 2004: R$ 2.326.673 mil
• Índice de Desenvolvimento Humano - IDH: 0,66
• PIB per capita 2004: R$ 4.321,50
• Valor Adicionado - Setor Agropecuário (SEFA/2004): 49,22 %
• Valor Adicionado – Setor Industrial (SEFA/2004): 16,22 %
• Valor Adicionado – Setor Terciário (SEFA/2004): 34,55 %
• Consumo Energia Elétrica (2006): 6% do total do estado
• Atendimento Água (2000): 37% do total de domicílios.
Histórico de Ocupação e Situação atual: Como região adjacente a RI do Guamá sua ocupação também se iniciou através dos rios; a cidade de Ourém, por exemplo, tem sua origem numa casa forte construída na margem do Rio Guamá em 1727. No entanto, essa RI teve maior dinamização com a abertura das estradas, especialmente da BR-010 (Belém-Brasília), implantada no final da década de 50 e inicio da década de 60 e da BR-222. Atualmente, a região é a quinta em número de habitantes, com os mais de 500 mil habitantes, mas é a sétima em densidade populacional (8,66 hab/km²); além disso, é certamente uma das mais dinâmicas, principalmente se considerarmos o município de Paragominas cuja origem está ligada à construção da Rodovia Belém-Brasília. Em Paragominas hoje é intensa a atividade pecuária, agrícola e mineral. A região fica em sétimo lugar em termos de PIB-Regional. O valor adicionado, no ano de 2004, teve participação maior da agricultura com 49%, seguida do setor terciário com 35% e da indústria com 16%. Os indicadores sociais da região ainda estão muito baixos, considerando-se o seu IDH a região situa-se em décimo lugar entre as demais. Dessa maneira, a região necessita de políticas voltadas principalmente para as áreas da educação e saneamento básico. Pode-se dizer que a estrutura econômica da região está sofrendo uma transição da pecuária extensiva e extração madeireira para o agronegócio, o reflorestamento e a mineração. Em termos de potencialidade econômica destaca-se: o reflorestamento; a cultura de grãos (soja e milho); a cultura do dendê; a indústria moveleira; a cultura da pimenta do reino com base em cooperativas; a mineração (bauxita); a fruticultura; a piscicultura; e a pecuária de mais alta base tecnológica.
5. LAGO DE TUCURUÍ
Breu Branco
Goianésia do Pará;
Itupiranga;
Jacundá;
Nova Ipixuna;
Novo Repartimento;
Tucuruí.
A região abriga a grande hidrelétrica de Tucuruí, a qual abastece o setor elétrico de todo o Brasil. No entanto, grande parte da população do entorno do lago não dispões de energia elétrica em suas residências. A maioria dos municípios foram criados com a construção da usina. Considerando o seu PIB a região do lago ocupa a quarta posição entre as demais do estado. Essa situação deve-se aos royalties pagos em função da hidrelétrica. Sua atividade econômica é baseada principalmente na exportação de madeiras, indústrias de leite, agricultura, pesca, pecuária e extração de argila. Com a formação do lago artificial da usina, a atividade pesqueira no município obteve 100% de crescimento. Por mês, são retirados do lago entre 80 a 100 toneladas de peixe. Essa é uma atividade que precisa ser mais bem organizada e necessita também do apoio do Governo do Estado.
Características Gerais:
• População Absoluta (IBGE, 2006): 344.717 hab.
• Densidade Demográfica (IBGE, 2006): 8,63 hab/km²
• Produto Interno Bruto - PIB (SEFA, 2004): R$ 2.897347,49mil
• Índice de Desenvolvimento Humano - IDH: 0,68
• PIB per capita 2004: R$ 8.933,20
• Valor Adicionado – Setor Agropecuário (SEFA, 2004): 15,72%.
• Valor Adicionado – Setor Industrial (SEFA, 2004): 65,17%.
• Valor Adicionado – Setor Terciário (SEFA, 2004): 19,11%
• Consumo Energia Elétrica (2006): 3% do total do estado
• Atendimento Água (2000): 28% dos domicílios.
Histórico de ocupação e situação atual: Essa região teve sua ocupação inicial ligada à economia da Borracha e da Castanha-do-Pará. A cidade de Tucuruí, por exemplo, tem sua origem histórica ligada a um povoado fundado em 1781, que tinha um duplo caráter sobre a navegação do rio Tocantins: fiscal e militar; em 1870, esse povoado passou a se chamar de Freguesia de São Pedro do Alto Tocantins, mais tarde, passou a se chamar de São Pedro de Alcobaça; somente em 1943 é que recebeu o nome de Tucuruí; no entanto, sua emancipação do município de Baião, localizado no Baixo Tocantins, só ocorreu em 1945. No inicio do século XX, a Região ainda foi servida pela Estrada de Ferro do Tocantins, que tinha importante papel no escoamento da produção da Castanha-do-Pará, esta ferrovia teve seus 82 km iniciais de extensão concluídos em 1916, tendo sido expandida em mais 118 km em 1944. A Ferrovia foi definitivamente desativada em 1974, quando os seus trilhos foram arrancados para dá lugar à rodovia. Por volta de 1957 foram iniciados os primeiros estudos para a construção da hoje famosa Usina Hidrelétrica de Tucurui com o objetivo de se aproveitar o potencial energético do Rio Tocantins. Tais estudos prosseguiram durante a década de sessenta, mas a construção da hidrelétrica foi intensificada somente no final da década seguinte, com a expansão da economia de base mineral no estado. Esse fato propiciou a construção da Vila Permanente, com objetivo de abrigar os operários da obra. Iniciou-se, assim uma nova fase de expansão econômica. Hoje a região abriga a grande UHE de Tucuruí, a qual contribui com o abastecimento do setor elétrico de todo o Brasil. No entanto, contraditoriamente, grande parte da população do entorno do lago não dispõe de energia elétrica em suas residências. A maioria dos novos municípios da região foram criados com o dinamismo econômico trazido pela construção da usina. Considerando o seu PIB absoluto esta RI ocupa uma posição de destaque alcançando a quarta posição entre as demais do estado. Essa situação deve-se, principalmente, aos royalties pagos pela Eletronorte aos municípios em função da hidrelétrica. Sua atividade econômica é baseada principalmente na exportação de madeiras, indústrias de leite, agricultura, pesca, pecuária e extração de argila. Com a formação do lago artificial da usina, a atividade pesqueira no município obteve 100% de crescimento, por mês, são retirados do lago entre 80 a 100 toneladas de peixe; no entanto, essa é uma atividade que precisa ser mais bem organizada e apoiada. Existe na região uma grande expectativa pela construção das Eclusas, previstas pelo PAC, que possibilitarão a superação da barreira física criada para a navegação a partir da construção da UHE, viabilizando-se, dessa maneira, a hidrovia do Araguaia/Tocantins. É, hoje, a Região de Integração com maior PIB per capita do estado.
6. XINGU
Altamira;
Anapu;
Brasil Novo;
Gurupá;
Medicilândia;
Pacajá;
Placas;
Porto do Moz;
Senador José Porfírio;
Uruará;
Vitória do Xingu.
A região tem baixa densidade populacional (1,2 hab/km²), devido a grande extensão de florestas. Essa região teve sua colonização dirigida pelo INCRA no início da década de 70, com a construção da BR-230, a rodovia Transamazônica. Como essas intervenções não foram plenamente concluídas, boa parte da população local ficou abandonada e sem infra-estrutura social adequada. Considerando o seu PIB, a região está na oitava posição dentre as 12 Regiões de Integração. Dadas as características do solo da região e das atividades já implantadas, pode-se adotar como estratégia de desenvolvimento um grande projeto de incentivo à agricultura e à pecuária, além de atividades complementares na agroindústria.
Características Gerais:
• População Absoluta (IBGE, 2006): 319.296 hab
• Densidade Demografia (IBGE, 2006): 1,23 Hab/Km²
• Produto Interno Bruto - PIB (SEFA, 2004): R$ 1.511.314,12 mil
• Índice de Desenvolvimento Humano - IDH: 0,69
• PIB Per capita (SEFA, 2004): R$ 74.875,63
• Valor Adicionado – Setor agropecuário (SEFA, 2004): 60,65 %
• Valor Adicionado – Setor Industrial (SEFA, 2004): 7,56 %
• Valor Adicionado – Setor Terciário (SEFA, 2004): 31,79 %
• Consumo Energia Elétrica (2006): 3% do total do estado
• Atendimento Água (2000): 18% do total de domicílios.
Histórico de Ocupação e situação atual: Apesar de existirem na região municípios cuja origem histórica é bastante antiga; Altamira, por exemplo, teve origem nas missões religiosas da Ordem dos Jesuítas na primeira metade do século XVIII, seu processo de ocupação foi bastante lento, uma comprovação deste fato é que a cidade tornou-se sede municipal somente em 1911. Atualmente, a região ainda é marca por uma baixa densidade populacional (1,2 hab/km²), que está relacionada com a dificuldade de acesso e com o fato de que sua ocupação somente se intensificou em período relativamente recente de nossa história, através da abertura de estradas. Ainda hoje é uma região fortemente marcada pela presença de grandes áreas florestadas, no entanto, vem sofrendo grandes mudanças no período atual devido o avanço do processo de ocupação. Essa região teve sua ocupação intensificada através da colonização dirigida pelo INCRA no início da década de 70, que foi uma ação complementar a construção da BR-230, a rodovia Transamazônica. No entanto, ainda hoje está estrada encontra-se inacabada, fato que contribui para o grande isolamento de boa parte da região. Como parte das obras do PAC, está previsto o asfaltamento da Transamazônica, que tem como objetivo tirar a população dos municípios que se formaram nas margens da rodovia do quadro de abandono no qual ainda se encontra; a idéia é promover uma melhoria geral da infra-estrutura econômica e social da região. Considerando o seu PIB absoluto, a região ocupa a oitava posição dentre as 12 Regiões de Integração do estado. Considerando-se as características de solo da região e as atividades ali já implantadas, pode-se adotar como estratégia de desenvolvimento o incentivo à agricultura e à pecuária, além de atividades complementares no campo da agroindústria. Uma das possibilidades de desenvolvimento para a região pode ser considerada a partir da construção da UHE de Belo Monte, que será implantada no Rio Xingu. Como potencialidade da região podemos considerar que ela poderá vir a se tornar um pólo de distribuição, rodo e hidroviário, da produção se houver o asfaltamento da BR-230 e a conclusão das eclusas de Tucuruí. A Região poderá também a vir a se desenvolver através da continuidade da atividade da pecuária bovina voltada para a produção de carne, couro e produtos lácteos; outras potencialidades podem ser representadas pela fruticultura do abacaxi, banana, cacau e laranja; da produção de grãos como arroz, feijão, milho e soja; do chamado cultivo florestal; da ovinocaprinocultura; da indústria extrativa mineral (níquel); e do aproveitamento das gemas minerais através da produção de jóias e do artesanato mineral.
7. CARAJÁS
Bom Jesus do Tocantis;
Brejo Grande do Araguaia;
Canaã dos Carajás;
Curionópolis;
Eldorado dos Carajás;
Marabá;
Palestina do Pará;
Parauapebas;
Piçarra;
São Domingos do Araguaia;
São Geraldo do Araguaia;
São João do Araguaia.
A região é fortemente polarizada pelas cidades de Marabá e Parauapebas. Ambas afetadas por processos migratórios decorrentes da exploração mineral em Parauapebas e do comércio e indústria e representações do Governo Federal e Estadual em Marabá. A região é o terceiro maior PIB do estado, atrás apenas das regiões metropolitana e tocantina. Contribuiu em 2004 com 16% do valor adicionado industrial do estado. Sofre ainda com a influência negativa do garimpo de Serra Pelada, com forte contaminação das águas pelo uso do mercúrio na atividade de mineração, além da contaminação por agrotóxicos e lançamento de esgotos sanitários nos rios da região. Necessita de políticas que organizem os problemas provenientes do garimpo.
Características Gerais: • População Absoluta (IBGE, 2006): 481.270 hab.
• Densidade Demográfica (IBGE, 2006): 10,74 hab/Km²
• Produto Interno Bruto - PIB (SEFA, 2004): R$ 3.880.367,14mil
• Índice de Desenvolvimento Humano - IDH: 0,70
• PIB per capita (SEFA, 2004): R$ 8.466,61
• Valor Adicionado – Setor Agropecuário (SEFA, 2004): 20,32 %
• Valor Adicionado – Setor Industrial (SEFA, 2004): 51,01 %
• Valor Adicionado – Setor Terciário (SEFA, 2004): 28,67 %
• Consumo Energia Elétrica (2006): 9% do total do estado
• Atendimento Água (2000): 35% do total dos domicílios.
Histórico de Ocupação e situação atual:
A exemplo de outras RI, nesta também existem municípios cuja origem é bastante antiga; Marabá, por exemplo, surgiu de um povoado cuja origem provável data do final do século XIX (1892), a partir da chegada de migrantes oriundos do norte de Goiás. O desenvolvimento inicial de Marabá está ligado à extração da borracha obtida pelo aproveitamento do látex do Caucho. O povoado de Marabá manteve-se subordinado ao município de Baião (pertencente a RI do Tocantins) até 1913, quando se emancipou. Um dos municípios mais antigos da região é o município de São João do Araguaia cuja origem está ligada a um forte instalado na região em 1797. Uma atividade econômica que teve importante papel histórico na região foi a extração da Castanha-do-Pará, configurando-se nas proximidades de Marabá uma área de produção que ficou historicamente conhecida como “Polígono dos Castanhais”, esta área foi fortemente impactada a partir do avanço da atividade madeireira e da pecuária que lá foram introduzidas a partir da abertura das rodovias que cortaram a região dentre elas a Transamazônica, a PA-150 e a PA-275. Atualmente a região é fortemente polarizada pelas cidades de Marabá e Parauapebas. Ambas afetadas por processos migratórios decorrentes da exploração mineral que hoje se concentra no município de Parauapebas. O município de Parauapebas foi desmembrado do Município de Marabá em 1988 em função do processo de desenvolvimento que ali se impôs. Destaca-se também o desenvolvimento das atividades ligadas ao comércio e a indústria e as representações do Governo Federal e Estadual, especialmente em Marabá. A região tem o terceiro maior PIB absoluto do estado, atrás apenas das Regiões Metropolitana e do Tocantins. Contribuiu em 2004 com 16% do Valor Adicionado ao setor industrial no estado. Esta RI sofre ainda com as conseqüências negativas trazidas pelo “desenvolvimento acelerado” da região que trouxe, entre outras coisas o garimpo, destacando-se o Garimpo de Serra Pelada, que ali se desenvolveu em meados dos anos 80 e provocou forte contaminação das águas pelo uso indiscriminado do mercúrio; além da contaminação do solo por agrotóxicos usados na agricultura e do crescimento populacional acelerado que contribuiu com o aumento do lançamento de esgotos sanitários não tratados nos rios que cortam a região. É uma RI que necessita de políticas que organizem os problemas provenientes deste desenvolvimento acelerado. Sua estrutura econômica atual é marcada pela exploração mineral, comandada pela atuação da antiga Companhia Vale do Rio Doce, hoje, simplesmente, Vale. Nesta RI podemos reconhecer a formação de uma espécie de entroncamento dos modais de transportes no estado localizado na cidade de Marabá, por onde passam algumas das principais rodovias, ferrovias e hidrovias do estado. É uma região marcada por fortes conflitos agrários e por intensos movimentos migratórios, funcionando como um pólo de atração de imigrantes. Em termos de potencialidades para a região podemos destacar: a indústria extrativa mineral (calcário, ferro, manganês, níquel, cobre); a pecuária bovina voltada para a produção de carnes, lácteos e couro; a fruticultura do abacaxi, da banana e do cacau; a produção de grãos; o cultivo florestal; o turismo; e o beneficiamento de gemas para fabricação de jóias e o artesanato mineral.
8. ARAGUAIA
Água Azul do Norte;
Bannach;
Conceição do Araguaia;
Cumaru do Norte;
Floresta do Araguaia;
Ourilândia do Norte;
Pau d’Arco;
Redenção;
Rio Maria;
Santa Maria das Barreiras;
Santana do Araguaia;
São Félix do Xingu;
Sapucaia;
Tucumã;
Xinguara.
A região é composta de municípios “jovens”, com atividades produtivas vinculadas à exploração mineral e produção pecuária. Sofre com profundos conflitos agrários e ambientais. Observa-se também conflitos culturais entre a população nativa e a população migrante. A região tem o sexto maior PIB estadual. A atividade pecuária é bastante significativa na região. Em termo de valor adicionado essa atividade concentrou 62% do VA regional no ano de 2004. O abastecimento em rede geral de água é muito deficiente, atingido apenas 28% na zona urbana e 3% da zona rural. A necessidade maior da região é por políticas públicas que atendam a área de saneamento básico.
Características Gerais:
• População Absoluta (IBGE, 2006): 365.745 hab.
• Densidade Demográfica (IBGE, 2006): 2,10 hab/Km²
• Produto Interno Bruto - PIB (SEFA, 2004): R$ 2.689.447,36mil
• Índice de Desenvolvimento Humano - IDH: 0,71
• PIB Per capita 2004: R$7.515,07
• Valor Adicionado – Setor Agropecuário (SEFA, 2004): 61,11 %
• Valor Adicionado – Setor Industrial (SEFA, 2004): 4,07 %
• Valor Adicionado – Setor Terciário (SEFA, 2004): 25,80 %
• Consumo Energia Elétrica (2006): 4% do total do estado
• Atendimento Água (2000): 14% dos domicílios.
Histórico de ocupação e situação atual: A maior parte dos municípios que formam a região é de municípios “jovens”, caracterizados por atividades produtivas vinculadas à exploração mineral e a produção pecuária. No entanto, Conceição do Araguaia tem sua origem a fatos que ocorreram ainda no século XIX (1888), quando o religioso francês frei Gil de Vilanova chegou no local para catequizar os índios Kaiapó; nesta época esta área pertencia ao extenso Município de Baião, localizado no Baixo Tocantins. Inicialmente, ali foi criado um posto de catequese que mais tarde foi crescendo a ponto de se tornar um movimentado povoado. Em 1908, o então governador do Pará, Augusto Montenegro, elevou o povoado à categoria de cidade para fazer frente às ameaças do estado de Goiás de anexar a área a seu território. Com a Revolução de 1930, houve a queda do comércio da borracha provocando a extinção do município que, por sua vez, reconquistou autonomia política três anos depois, em 1933. Mais tarde, outros municípios da região foram desmenbrados de Conceição do Araguaia como é o caso de Santana do Araguaia (criado em 1961), Redenção, Rio Maria e Xinguara (criados em 1982) e Floresta do Araguaia (criado em 1993). Os demais municípios também foram criados recentemente. É uma região que historicamente sofre com profundos conflitos agrários e ambientais. Observam-se também conflitos culturais entre a população nativa e a população migrante. Do ponto de vista econômico, a região tem o sexto maior PIB absoluto do estado. A atividade pecuária é bastante significativa na região; em termo de valor adicionado essa atividade concentrou 62% do VA regional no ano de 2004. O abastecimento em rede geral de água é muito deficiente, atingido apenas 28% na zona urbana e 3% da zona rural. A necessidade maior da região é por políticas públicas que atendam a área de saneamento básico. Em termos de potencialidade podemos destacar: o turismo realizado nas praias de rio; a pecuária bovina voltada para a produção de carne, couro e produtos lácteos; a fruticultura do abacaxi, da banana, do cacau e da laranja; o cultivo de grãos como arroz, feijão, milho e soja; o cultivo florestal; a ovinocaprinocultura; a indústria extrativa mineral (níquel); e o aproveitamento de gemas para a fabricação de jóias e artesanato mineral.
9. BAIXO AMAZONAS
Alenquer;
Almerim;
Belterra;
Curuá;
Faro;
Juruti;
Monte Alegre;
Óbidos;
Oriximiná;
Prainha;
Santarém;
Terra Santa.
A região é cortada pelo rio Amazonas na confluência com o rio Tapajós. É portanto uma região voltada preponderantemente para o rio. A região tem o quinto maior PIB do estado. Uma das atividade de maior crescimento é o turismo, que tem como atrações as praias, cachoeiras, lagos; excursões ecológicas e as numerosas festas folclóricas. Outras atividades importantes para a economia da região são: a extração de madeira, borracha e castanha-do-pará; as culturas de juta, mandioca e arroz; a criação de bovinos, suínos e aves de granja; a pesca e a indústria de fibras.
Características Gerais:
• População Absoluta (IBGE, 2006): 650.446 hab.
• Densidade Demográfica (IBGE, 2006): 2,06 hab/Km²
• Produto Interno Bruto – PIB (SEFA, 2004): R$2.698.361,64mil
• Índice de Desenvolvimento Humano - IDH: 0,71
• PIB per capita 2004: R$4.239,13
• Valor Adicionado – Setor Agropecuário (SEFA, 2004): 30,59%
• Valor Adicionado – Setor Industrial (SEFA, 2004): 17,71 %
• Valor Adicionado – Setor Terciário (SEFA, 2004): 41,65 %
• Consumo Energia Elétrica (2006): 6% do total do estado
• Atendimento Água (2000): 53% dos domicílios
Histórico de ocupação e situação atual:
Nesta região encontra-se um dos municípios mais tradicionais do interior do estado do Pará que é o município de Santarém sua história de ocupação tem inicio ainda com a expedição de Francisco Orellana pela região, em 1542. Em 1626, dez anos após a fundação de Belém, ocorre a chegada dos novos habitantes na região, na maioria portugueses. O inicio da povoação de Santarém foi marcado pela luta pela terra entre índios e brancos. Santarém foi fundada pelo Pe. João Felipe Bettendorff, em 1661, na confluência do Rio Amazonas com o Rio Tapajós. A Aldeia dos Tapajós, como era chamada, foi elevada à categoria de vila, em 1758, por Francisco Xavier de Mendonça Furtado, que era o governador da Província do Grão Pará, recebendo o nome de Santarém e foi elevada à categoria de cidade, em 1848, em conseqüência do seu desenvolvimento relacionado com exploração das chamadas drogas do Sertão. Outra cidade bastante antiga na região é a cidade de Óbidos, situada na margem esquerda do Rio Amazonas, cuja origem está ligada à construção do Forte Pauxis ali implantado em 1697 para garantir a conquista do território pelos portugueses; o local era considerado estratégico para a consolidação do domínio português na Amazônia, pois é ali a parte mais estreita do Rio Amazonas (1,8 km) e também a mais profunda (cerca de 75 m). Outros municípios como Monte Alegre também tem origem bastante antiga, com a colonização ainda iniciada no começo do século XVIII. Ainda hoje, é uma região caracterizada pelo “tempo lento”, marcado pelo ritmo da navegação nos rios, voltada principalmente para a zona ribeirinha. No entanto, nos últimos anos a região tem sofrido algum tipo de dinamização, inicialmente a partir da exploração da bauxita no vale do Rio Trombetas, em 1974, no município de Oriximiná. Um outro fator de mudanças foi a construção de Porto de Santarém, também iniciada em 1974. Recentemente uma empresa multinacional que atua no setor de agronegócios a Cargill se instalou em Santarém e ali implantou um porto voltado para o escoamento da produção dos grãos realizada no Centro-Oeste brasileiro e no eixo da BR-163 ou Santarém-Cuiabá (PA), para onde a produção de soja vem se deslocando. O asfaltamento desta rodovia que está previsto no PAC deve ser um novo fator indutor de um maior dinamismo econômico na região. Atualmente, a região tem o quinto maior PIB do estado. Uma das atividades de maior crescimento é o turismo, que tem como atrações as praias, cachoeiras, lagos; excursões ecológicas e as numerosas festas folclóricas. Outras atividades importantes para a economia da região são: a extração de madeira, borracha e castanha-do-pará; as culturas de juta, mandioca e arroz; a criação de bovinos, suínos e aves de granja; a pesca e a indústria de fibras. Em termos de potencialidades econômicas para a região podem ser destacadas a continuidade dessas atividades econômicas e o avanço da fruticutura e da cultura de grãos como soja, arroz feijão e milho.
10. TAPAJÓS
Aveiro;
Itaituba;
Jacareacanga;
Novo Progresso;
Rurópolis;
Trairão.
A região tem vastas áreas de florestas e tem um enorme potencial para o transporte hidroviário. É uma das mais pobres do estado. A região tem o mais baixo PIB do estado. O futuro da região está vinculado ao asfaltamento da BR-163. O asfaltamento da rodovia sem a presença maciça do estado e sem a implantação efetiva das ações previstas pelo Plano de Desenvolvimento Sustentável da BR-163, poderá ser fator de degradação ambiental e conflitos agrários. Dessa forma, cabe ao Governo do Estado prever em seu PPA as medidas contidas no plano que dizem respeito a sua esfera de atuação.
Características Gerais:
• População Absoluta (IBGE, 2006): 235.781 hab.
• Densidade Demográfica (IBGE, 2006): 1,24 hab/km²
• Produto Interno Bruto – PIB (SEFA, 2004): R$ 731.991,42mil
• Índice de Desenvolvimento Humano - IDH: 0,69
• PIB per capita 2004: R$3.252,50
• Valor Adicionado – Setor Agropecuário (SEFA, 2004): 4.023 %
• Valor Adicionado – Setor Industrial (SEFA, 2004): 14,56 %
• Valor Adicionado – Setor Terciário (SEFA, 2004): 45,21 %
• Consumo Energia Elétrica (2006): 2% do total do estado
• Atendimento Água (2000): 11% dos domicílios
Histórico de Ocupação e situação atual:
Embora a ocupação desta região também seja considerada predominantemente recente, alguns municípios possuem uma origem bastante antiga. Itaituba, por exemplo, em 1836, era apenas um aldeamento de índios para onde foi enviado um pequeno destacamento, sob o comando português, com a finalidade de desbravar a região. Em 1856 Itaituba foi elevada a categoria de vila, assumindo a posição de cidade em 1900. Percebe-se, através desse breve histórico que ritmo de desenvolvimento desta região sempre foi bastante lento. Em 1883, parte do município de Itaituba foi desmembrado, incluindo em seu território o distrito de Brasiléia Legal, para constituir o município de Aveiro, que havia sido criado com a elevação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Aveiro à condição de Município. Aveiro por sua vez tem sua origem ainda no século XVIII. Ainda hoje a região é marcada por extensas áreas aonde ainda se observa à cobertura de florestas, devido as características hidrográficas é uma região com enorme potencial para o transporte hidroviário. Devido ao longo período de isolamento e abandono é uma das regiões mais pobres do estado. A região tem o mais baixo PIB absoluto do estado. O Desenvolvimento da região está fortemente vinculado ao asfaltamento da BR-163, eixo rodoviário que foi implantado na década de 70, mais até hoje não foi concluído. O asfaltamento da rodovia sem a presença maciça do estado e sem a implantação efetiva das ações previstas pelo Plano de Desenvolvimento Sustentável da BR-163 poderá se tornar um fator de degradação ambiental e conflitos agrários. Dessa forma, cabe ao Governo do Estado prever em seu PPA as medidas contidas no plano que dizem respeito a sua esfera de atuação. Em termos de Potencialidades econômicas podemos destacar: a indústria extrativa mineral (ouro, calcário); o extrativismo vegetal (produtos madeireiros e não madeireiro); a fruticultura (banana); a pesca artesanal; a cultura de grãos (arroz, feijão, milho, soja); as culturas permanentes (café, cacau, pimenta-do-reino); a produção de jóias através do aproveitamento das gemas minerais e do artesanato mineral; e o turismo.
11. TOCANTIS
Abaetetuba;
Acará;
Baião;
Barcarena;
Cametá;
Igarapé-Miri;
Limoeiro do Ajuru;
Mocajuba;
Moju;
Oeiras do Pará;
Tailândia.
A região abriga o porto de Vila do Conde, o maior do estado. Suas principais cargas são minérios (bauxita), alumínio, óleos combustíveis e madeira. Entre 2001 a 2004, o porto teve um incremento de 51% na movimentação de cargas. O PIB da região, em função da atividade mineradora da Albrás e Alunorte, é o segundo maior do estado. Em termo de valor adicionado a região teve, em 2004, a maior participação do setor industrial com cerca de 62%. O abastecimento de água é precário, atingindo 51% na área urbana e apenas 9% na área rural. Além de políticas para atender a área de saneamento básico, a região necessita de políticas voltadas para a educação. O índice de analfabetismo atinge 20% da população com acima de 10 anos.
Características Gerais:
• População Absoluta (IBGE, 2006): 648.257 hab.
• Densidade Demográfica (IBGE, 2006): 1,24 hab/km²
• Produto Interno Bruto - PIB (SEFA, 2004): R$ 4.153.195,41mil
• Índice de Desenvolvimento Humano - IDH: 0,69
• PIB Per capita (SEFA, 2004): R$ 6.662,01
• Valor Adicionado – Setor Agropecuário (SEFA, 2004): 12,07 %
• Valor Adicionado – Setor Industrial (SEFA, 2004): 61,59 %
• Valor Adicionado – Setor Terciário (SEFA, 2004): 26,35 %
• Consumo Energia Elétrica (2006): 7% do total do estado
• Atendimento Água (2000): 29% dos domicílios.
Histórico de ocupação e situação atual:
O inicio da ocupação da região é também bastante antigo, a cidade de Abaetetuba, por exemplo, tem sua origem em um povoado criado, no século XVIII (1724) nas margens da Baia de Marapatá onde se encontram os rios Tocantins e Abaeté, que acabou dando origem ao nome do povoado que mais tarde evoluiu a condição de vila e somente em 1895 foi elevado à categoria de cidade; já a cidade de Barcarena tem origem em um povoado que foi elevado a condição de freguesia em 1758, passando a ser considerado como vila em 1898, mas somente tornou-se município em 1943. Outra cidade da região cuja origem é também bastante antiga é Cametá, localizada na margem esquerda do Rio Tocantins, o inicio de sua história está relacionada a uma expedição realizada em 1625, quando foi erguida uma pequena igreja como marco de uma missão religiosa ali instalada pelos padres capuchos da Ordem de Santo Antonio. Foi de Cametá que partiu a famosa expedição de Pedro Teixeira, em 1673, para explorar a bacia amazônica. Em 1634 Cametá chegou a constituir sede de uma Capitania Hereditária; em 1635 o povoado foi elevado à condição de Vila Viçosa de Santa Cruz do Cametá. Foi, também, de Cametá que partiram as primeiras manifestações em favor da Revolução Cabana, ainda em 1823; no entanto, mais tarde, em função da impossibilidade de dominar Belém, o Governo Imperial transferiu a sede do governo da província para Cametá que foi elevada à condição de cidade em 1848. Atualmente, a região abriga o porto de Vila do Conde, o maior do estado. Suas principais cargas são minérios (bauxita), alumínio, óleos combustíveis e madeira. Entre 2001 a 2004, o porto teve um incremento de 51% na movimentação de cargas. O PIB da região, em função da atividade mineradora da Albrás e Alunorte, é o segundo maior do estado. A região teve, em 2004, em termos de valor adicionado a maior participação do setor industrial com cerca de 62%. O abastecimento de água na região ainda é precário, atingindo 51% na área urbana e apenas 9% na área rural. Além de políticas para atender a área de saneamento básico, a região necessita de políticas voltadas para a educação. O índice de analfabetismo atinge 20% da população com acima de 10 anos. Apesar das grandes mudanças econômicas que alguns municípios da região sofreram nos últimos anos, em Barcarena, por exemplo, foi instalado o complexo Albrás/Alunorte, na sua estrutura econômica ainda sobrevive uma cultura tradicional ribeirinha. É uma região de colonização antiga com forte identidade cultural. Existe na região extensa área de várzeas propícias à produção do açaí. Em termos de potencialidades econômicas para a região destaca-se: o extrativismo da madeira; o setor da indústria moveleira; o setor oleiro-cerâmico; o beneficiamento de fibras vegetais (côco); a fruticultura do açaí; a cultura da mandioca; e outras culturas permanentes como o dendê, a pimenta-do-reino e o côco; e o artesanato.
12. MARAJÓ
Afuá;
Anajás;
Bagre;
Breves;
Cachoeira do Arari;
Chaves;
Curralinho;
Melgaço;
Muaná;
Ponta de Pedras;
Portel;
Salvaterra;
Santa Cruz do Arari;
São Sebastião da Boa Vista;
Soure.
A região é o maior arquipélago fluvial do mundo. Seu processo de colonização é antigo e teve por muito tempo a atividade econômica baseada na pecuária extensiva, principalmente na criação de bubalinos. Hoje essa atividade está em decadência devido a falta de modernização e introdução de novas tecnologias. É a região mais pobre do estado. Seu PIB é o segundo menor, com insignificante participação de apenas 3% na economia do estado. A região passa por sérios problemas de saúde, com alta mortalidade infantil, desnutrição e doenças parasitárias. Tem alta carência de regularização fundiária e baixa gestão territorial e ambiental.
Características Gerais:
• População Absoluta (IBGE, 2006): 399.013 hab.
• Densidade Demográfica (IBGE, 2006): 4,17 hab/Km²
• Produto Interno Bruto - PIB 2004: R$ 883.921,07mil
• Índice de Desenvolvimento Humano - IDH: 0,63
• PIB Per capita 2004: R$2.284,93
• Valor Adicionado – Setor Agropecuário (SEFA, 2004): 37,03%
• Valor Adicionado – Setor Industrial (SEFA, 2004): 13,08 %
• Valor Adicionado – Setor Terciário (SEFA, 2004): 49,89 %
• Consumo Energia Elétrica (2006): 2% do total do estado
• Atendimento Água (2000): 28% dos domicílios
Histórico de ocupação e situação atual:
Alguns historiadores afirmam que a Ilha de Marajó foi descoberta antes mesmo do Brasil, especula-se que os portugueses tenham chegado à Ilha em 1498, quando o navegador lusitano Duarte Pacheco Pereira acreditou estar pisando em território espanhol, de acordo com o Tratado de Tordesilhas. Durante o século XVII a Ordem do Jesuítas ergueu a primeira igreja na Vila de Joanes, hoje pertencente ao município de Salvaterra que somente em 1901 foi elevada a condição de Vila e em 1961 foi elevada a condição de município. o Município de Soure Sua atual economia se baseia na criação de búfalos, pesca, extração de madeira, açaí e borracha. Trata-se de uma região de ocupação antiga que viveu durante muito tempo da pecuária extensiva em seus campos naturais, principalmente de bubalinos. Hoje essa atividade está em decadência por falta de modernização e introdução de novas tecnologias. Entre 1990 e 2004 o rebanho bubalino decresceu em 50%. Não existe infra-estrutura de frigoríficos e matadouros e o gado é comercializado em pé. A região do Marajó é, junto com a do Tapajós, a região mais pobre do estado e a menos ocupada em termos populacionais, possui a penúltima colocação em relação ao PIB absoluto e ao PIB per capita. Sua participação na economia do estado é pouco expressiva, apenas 3%. Nesta região esta a maior ilha fluvio-marinha do mundo e só isso poderia garantir sua atratividade turística internacional, mas essa atividade ainda é muito incipiente, restringindo-se a poucos hotéis e pousadas, às vezes instalados nas próprias fazendas antigas que reforçam a sua economia com essa atividade. A ocupação populacional atual ocorre, principalmente no sul-sudeste da ilha, sendo os municípios mais importantes Breves, Soure e Salvaterra que tem uma atividade turística mais representativa, pelas praias e pousada de bom nível lá existente. A região carece de infra-estrutura de transporte, fundamental para seu desenvolvimento. Está prevista a construção da hidrovia do Marajó, um canal artificial de 32 quilômetros a ser aberto ligando dois rios, o Rio Anajás e o Rio Afuá, que possibilitaria cortar a ilha em diagonal tirando do isolamento municípios como Afuá e Chaves além de permitir uma saída mais facilitada para a o vizinho estado do Amapá e para o exterior. Em 2007 foi elaborado o Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável para o Arquipélago do Marajó sob a coordenação de um Grupo Executivo Interministerial. Esse plano faz parte de um novo modelo de desenvolvimento que vem sendo construído na Amazônia Brasileira, materializado no Plano Amazônia Sustentável. O Plano veio atender a uma demanda da sociedade local, expressa na manifestação de alguns de seus representantes, de que o Governo Federal, juntamente com o Governo do Pará e as prefeituras da região, deveriam articular agenda de ações imediatas voltadas, especialmente, ao combate à malária, à regularização fundiária e à implementação de obras de infra-estrutura. A área do Plano é mais ampla do que a Região de Integração do Marajó, incluindo municípios da Região do Tocantins e compreendendo os 16 municípios que compõem, segundo o IBGE, a mesorregião geográfica do Marajó, que além do arquipélago, abrange alguns municípios do entorno. O abastecimento de água atinge 62% da zona urbana e apenas 4% da zona rural. O atendimento em energia elétrica alcança 72% dos domicílios. A questão do analfabetismo é extremamente séria, atinge 30% da população com mais de 10 anos de idade e a evasão escolar no ensino fundamental é de 15% e no ensino médio de 10%. Em relação às potencialidades da região podemos destacar: a proximidade física da região com os grandes mercados consumidores da Europa e da America do Norte que pode ser mais bem aproveitada através da construção da hidrovia; a pecuária bovina e bubalina; a pesca artesanal; o extrativismo vegetal da madeira, e do açaí; o turismo rural; o artesanato em cerâmica; e a fruticultura do abacaxi e do coco.